quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Engraçado como, quando a gente menos imagina, surge um calorzinho para derreter o gelo*, um friozinho na barriga depois de ouvir um toque de mensagem, um travesseirinho para dar conforto nas noites geladas... De uma hora para outra, o que era agradável se torna essencial, o gostar se torna amar, o meu e o seu se tornam o nosso. E assim nós caminhamos - crescendo juntas**, amando, aprendendo, cuidando, se preocupando, sorrindo, compartilhando, sentindo medo, compreendendo, mudando, preservando, valorizando e muitos outros gerúndios. E, sendo o gerúndio um forma verbal que indica uma ação prolongada, que o "amando" nos acompanhe sempre.


Minhum nhum!  


Mary 


* Isso pode ter duplo sentido, se você parar pra pensar :9 :x
** Crescendo bem pouquinho, no seu caso

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

"... E além de lidar com o luto da morte do que éramos, ainda o estranhamento dos que não aceitam o que nos tornamos. Porque mudam os gostos, a disposição e os planos. E alguns reagem como se você os tivesse abandonado no meio de uma viagem a dois por outro continente, quando só você sabia falar a língua local mesmo que os impedisse de aprender o idioma..."


Marla de Queiroz
"Nostalgia.

O velho se mistura com o Novo... O Novo se confunde com o Velho... O Velho muda o Novo... O Novo refaz o Velho... O Velho ensina o Novo... O Novo não esquece do Velho... Novo e Velho numa só pessoa, Eu!"
Todo dia de manhã é nostalgia das besteiras que fizemos ontem...

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Poderíamos casar, teríamos um apartamento, tomaríamos café as cinco da tarde, discordaríamos quanto a cor das cortinas, não arrumaríamos a cama diariamente, a geladeira seria repleta de congelados e coca-cola, o armário, de porcarias, adiaríamos o despertador umas trinta vezes, sentaríamos na sala de pijama e pantufas, sairíamos pra jantar em dia de chuva e chegaríamos encharcados, nos beijaríamos no meio de alguma frase, você pegaria no sono com a mão no meu cabelo e eu, escutando sua respiração. Eu riria sem motivo e você perguntaria porque, eu não responderia, saberíamos.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011