Dia 02/11 foi o aniversário da minha mãe e apesar de tudo, quis fazer um almoço para ela e mostrar que ela tem uma família que pode contar sempre. Foram todos, foi bem divertido e espero que ela tenha gostado.
sábado, 3 de novembro de 2012
De quarta pra quinta aconteceu mais uma merda na minha vida. Tomei banho e fui para o meu quarto onde a Mary estava deitada na cama, sentei do lado dela e ficamos conversando, quando eu percebi um barulho no quintal mas voltei a dar atenção para nossa conversa, depois escutei novamente e agora estava perto da janela do meu quarto, parece que tinha alguém andando bem devagar pra não fazer barulho. Levantei o pano que fica na minha janela e me deparei com o Onofre tentando olhar através do pano, e detalhe, eu estava de toalha.
Fiquei muito irritada, já não basta ele passar a mão nas minhas partes genitais quando criança, me seguir e tentar me beijar?? Agora ele está curiando, não sei o que ele queria, talvez estivesse tentando escutar nossa conversa, me ver nua, realmente não sei.
Falei com a minha mãe mas ela nunca me escuta, parece que não acredita, parece que está cega, disse que iria conversar com ele e sabe o que ele falou? Disse que não estava me curiando, disse que estava apenas se escondendo da Barbie e aí que ela acreditou.
Na mesma noite, briguei com a Mary porque para mim, o Rafael (amigo dela) está no mesmo patamar que o Onofre, porque eles fizeram a mesma coisa comigo. Ela não concorda, com isso sinto que ela menospreza o que o Rafael fez comigo. Brigamos, nos desentendemos e tudo ficou mais difícil. Só precisava de um abraço, só precisava que ela me escutasse um pouco, fizesse eu esquecer tudo que já aconteceu mas ela não fez isso.
Minha mãe falou que preferia morrer, que a vida estava muito difícil e que ela tinha nascido para sofrer, a Marianna estava se sentindo um lixo, disse que iria embora no momento em que mais precisei dela mas no final ela não foi.
Não aguentava mais brigar, não queria mais lembrar de nada em relação ao Onofre ou Rafael, eu só queria ficar quieta, me sentir segura e tentar dormir. Mas eu e a Mari continuamos nossa briga e eu tive um ataque de nervos, bati na parede, peguei um copo e joguei no chão com muita força, só pensava em me machucar, só queria morrer e parar de prejudicar as pessoas. Minha mãe correu pro quarto, viu a Marianna tentando me conter, eu não conseguia parar de chorar e creio que foi horrível ela ver toda essa cena. Disse que ninguém vai fazer mal pra mim por enquanto que ela estiver viva, falou que o Onofre vai embora e que ela vai ficar sozinha, solitária, ficando repetindo mil vezes para eu me acalmar, no final fingi que estava tudo bem porque não aguentava mais ouvir a voz da minha mãe. Infelizmente, eu sei que é tudo mentira, sei que o Onofre não vai embora e tenho medo de acontecer alguma coisa comigo. Isso já aconteceu várias vezes, ela já disse que ele iria embora e ele nunca foi.
Na verdade, eu queria voltar no tempo e não ter contado nada à ninguém. Queria ter ficado sozinha com a minha dor, não queria ouvir da minha mãe que ela prefere morrer, não queria ver a Marianna decepcionada com o Rafael. Eu juro que não queria.
É isso.
domingo, 2 de setembro de 2012
Tenho uma amiga que quando percebe que eu estou triste costuma me perguntar quem roubou a minha caixa de lápis de cor. Tem vez que nem pergunta, apenas comenta: “poxa, dessa vez levaram as cores que você mais gosta!” A tristeza afrouxa um pouco, por mais que eu esteja chateada. Primeiro, porque é muito bom a gente se sentir olhado com carinho. Depois, porque essa expressão tem uma inocência capaz de fazer gente grande tocar em coisas sérias sem ficar com medo de queimar a mão.
De vez em quando, ao ouvir a pergunta, acontece de uma lágrima ou outra escapulir, afeitos que alguns sentimento são a desaguar no rosto quando o coração fica apertado. Mas, algumas vezes, quando eu choro diante dessa indagação não é pelas cores que não encontro na caixa nem por lembrar de quem supostamente as roubou. Choro por perceber que ainda dou aos outros o poder de roubá-las. Por notar que, no fim das contas, quem rouba os meus lápis de cor preferidos sou eu.
— Ana Jácomo
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
"De repente toda mágica se acabou
E na nossa casinha apertada
Tá faltando graça e tá sobrando espaço
Tô sobrando num sobrado sem ventilador
E na nossa casinha apertada
Tá faltando graça e tá sobrando espaço
Tô sobrando num sobrado sem ventilador
Vai dizer que nossas preces não alcançaram o céu?
Coração, que ainda vem me perguntar o que aconteceu
Conta se seu rosto por acaso ainda tem o gosto meu..."
Coração, que ainda vem me perguntar o que aconteceu
Conta se seu rosto por acaso ainda tem o gosto meu..."
OTM ♥
Estou de TPM -__-
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Fogo - Capital Inicial ♫
Você é tão acostumada
A sempre ter razão
Você é tão articulada
Quando fala não pede atenção
A sempre ter razão
Você é tão articulada
Quando fala não pede atenção
O poder de dominar é tentador
Eu já não sinto nada
Sou todo torpor
Eu já não sinto nada
Sou todo torpor
É tão certo quanto calor do fogo
É tão certo quanto calor do fogo
Eu já não tenho escolha
E participo do seu jogo, participo
É tão certo quanto calor do fogo
Eu já não tenho escolha
E participo do seu jogo, participo
Não consigo dizer se é bom ou mal
Assim como o ar me parece vital
Onde quer que eu vá o que quer que eu faça
Sem você não tem graça
Assim como o ar me parece vital
Onde quer que eu vá o que quer que eu faça
Sem você não tem graça
Você sempre surpreende
E eu tento entender
Você nunca se arrepende
Você gosta e sente até prazer
E eu tento entender
Você nunca se arrepende
Você gosta e sente até prazer
Mas se você me perguntar
Eu digo sim, eu continuo
Porque a chuva não cai
Só sobre mim
Eu digo sim, eu continuo
Porque a chuva não cai
Só sobre mim
Vejo os outros,
Todos estão tentando
E é tão certo quanto calor do fogo
Eu já não tenho escolha
E participo do seu jogo, participo
Todos estão tentando
E é tão certo quanto calor do fogo
Eu já não tenho escolha
E participo do seu jogo, participo
Não consigo dizer se é bom ou mal
Assim como o ar me parece vital
Onde quer que eu vá e o que quer que eu faça
Sem você não tem graça
Assim como o ar me parece vital
Onde quer que eu vá e o que quer que eu faça
Sem você não tem graça
É tão certo quanto calor do fogo
É tão certo quanto calor do fogo
É tão certo quanto calor do fogo
Eu já não tenho escolha
Eu participo do seu jogo
Eu participo do seu jogo
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